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2024

para minha personal

deixa eu começar logo dizendo: eu reclamo, sim. reclamo do peso, reclamo dos exercícios, reclamo da dor no dia seguinte, reclamo do horário, da quantidade de séries e até do clima, se for o caso. mas, por algum motivo inexplicável, continuo voltando. é quase como um relacionamento tóxico… mas, ao contrário de outros, esse aqui é ótimo pra minha saúde. vai entender.

treinar com você é tipo entrar num daqueles filmes de guerra onde o sargento grita na sua cara enquanto você rasteja na lama com uma mochila de 50kg nas costas. ok, talvez eu esteja exagerando um pouco. mas, na hora, juro que parece isso. tem aqueles momentos clássicos em que eu penso: ‘por que raios estou fazendo isso comigo mesmo?’ a resposta, claro, é que você sabe exatamente como me tirar da zona de conforto – e que, no fundo, eu adoro.

cada agachamento que você faz parecer fácil é uma pequena tortura pra mim, mas também é um lembrete de que, sem você, eu provavelmente estaria em casa comendo pipoca e inventando mil desculpas. a cada série que você ajusta, pensando ‘é só mais um pouquinho’, eu penso: ‘é isso. vou morrer agora.’ e sabe de uma coisa? ainda bem que não morri. porque, por mais que eu sofra no momento, no final, saio me sentindo melhor. sim, melhor.

reclamar virou parte do meu ritual de treino, faz parte da diversão (se é que posso chamar de diversão). mas, o que ninguém sabe é que, por trás de toda essa reclamação, eu estou incrivelmente grato por todo o trabalho que você faz. por me empurrar quando eu quero desistir, por me lembrar que posso ir além quando meu cérebro já está querendo parar, e por, de alguma forma, me fazer acreditar que levantar aquele peso é, de fato, possível.

então, sim, eu vou continuar reclamando. faz parte. mas só quero que você saiba que, no fundo, eu te respeito pra caramba e aprecio todo o trabalho que você faz pra transformar cada treino em algo desafiador. e quando você me manda fazer mais 10 repetições, pode ter certeza que, internamente, estou xingando. mas também estou agradecendo. porque, no fim das contas, é esse equilíbrio estranho entre adoração e reclamação que me mantém voltando.

e, claro, não vou te dar o gosto de admitir isso pessoalmente, então tá aqui, nesse manifesto. pode continuar me torturando.

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2024

amizades de verdade

amizade de verdade é tipo aquela velha garrafa de whisky que você deixa esquecida no fundo do armário. você não precisa dela todo dia. na verdade, pode passar anos sem sequer lembrar que ela existe. mas quando o momento chega, você abre, toma um gole, e percebe que está melhor do que nunca. é assim que amizades verdadeiras funcionam. não precisam de manutenção constante, likes, comentários ou emojis piscando na tela como luzes de natal fora de época.

na real, o tempo e a distância não são obstáculos. se uma amizade precisa de conversas diárias pra sobreviver, sinto muito, mas talvez seja tão profunda quanto um copo d’água em dia de ressaca. amizade de verdade transcende a quantidade de mensagens trocadas ou encontros no boteco da esquina. você pode passar cinco, dez anos sem ver a pessoa, mas no minuto que se encontram, é como se tivessem parado de falar cinco minutos atrás. não tem aquele climão, aquela sensação de “nossa, faz tanto tempo…”. porque amizade de verdade não conta o tempo, não mede a distância. ela simplesmente existe. e continua lá, firme, tipo aquele hambúrguer que você deixou no carro por dias e, surpreendentemente, ainda parece comestível.

a beleza disso? não há ressentimento, nem culpa. ninguém fica de mimimi porque o outro não deu “oi” na terça-feira às 3h da tarde. é um entendimento mútuo, quase uma irmandade silenciosa. cada um está vivendo sua vida, lidando com suas próprias merdas, mas ambos sabem que, quando precisar, aquele ombro estará lá. sem drama, sem cobrança. amizade de verdade é sobre qualidade, não quantidade. quem precisa de check-ins diários está vivendo numa sitcom, não numa amizade real.

e aí vem o papo das redes sociais… um inferno disfarçado de paraíso. curtidas, corações, dedinhos apontando pra cima e aquela falsa sensação de conexão. parece que estamos mais perto, mas, na verdade, estamos tão superficiais quanto a profundidade da foto de um pôr-do-sol no instagram. as verdadeiras amizades não sobrevivem de stories ou de maratonas de mensagens no whatsapp. sobrevivem no silêncio confortável da ausência, naquele momento de reencontro em que o tempo parece ter parado, e vocês retomam exatamente de onde pararam.

então, se você tem alguém assim na sua vida, parabéns. você tem mais do que a maioria das pessoas com 5000 amigos no instagram.

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2024

nós

não tem manual ou roteiro pronto que tenha nos preparado pra tudo o que a gente viveu até aqui. a nossa história é feita de muito mais do que os momentos perfeitos que aparecem nas fotos. é feita dos dias difíceis, das discussões que ninguém vê e das reconciliações que só a gente entende. a verdade é que, entre altos e baixos, a gente sempre soube se encontrar. e isso é o que realmente importa. o que construímos não é feito de aparências, é real, de carne e osso.

quando o joão chegou, ele trouxe com ele um novo capítulo que a gente nem sabia que estava pronto pra escrever. ele virou tudo de cabeça pra baixo, nos desafiou e ainda nos desafia todos os dias. mas no meio desse caos todo, ele nos ensina a olhar pra vida de outra maneira. porque ser pai e mãe não é sobre saber tudo, e sim sobre aprender junto, na marra, enquanto a vida vai acontecendo.

não foi só ele que nos mudou, nós também mudamos ao longo do caminho. e não foi de uma forma linear, de crescimento contínuo, mas de tropeços, quedas e levantadas. a gente, como casal, como parceiros, se fortaleceu no improviso, nas tentativas de fazer dar certo, mesmo quando a gente não tinha ideia do que estava fazendo.

e sabe o que mais admiro em nós? é que, mesmo quando tudo parece incerto, a gente se apoia. nunca foi sobre ter todas as respostas, foi sobre a coragem de seguir tentando, de aprender com os erros e de construir algo que fosse só nosso. o joão é parte disso, claro. mas antes dele, era eu e você, buscando nosso lugar nesse mundo.

hoje, quando olho pra tudo o que passamos, sei que nada foi fácil. mas foi real. e isso é o que faz a diferença. o que a gente tem é sólido porque foi forjado no fogo dos dias ruins, dos momentos difíceis, das vezes que quase desistimos e resolvemos continuar e ainda teremos muitas aventuras. e é essa a história que vamos contar pro joão. a de que a vida, o amor, e o que realmente importa, são feitos dos pedaços imperfeitos que a gente decidiu juntar.

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2024

o poder da música

a música tem esse jeito perverso de se infiltrar na sua vida, sem que você perceba. ela não pede licença, ela invade. você pode estar vivendo sua rotina mais banal, e de repente, pá! — lá vem aquela melodia te arrancando da sua zona de conforto e te jogando na cara algum sentimento que você fingia não ter. é como uma emboscada emocional. e acredite, você não tem escapatória. e quer saber? é isso que torna a música algo tão visceral. ela te obriga a lidar com coisas que você tenta enterrar todos os dias. é como aquele amigo que diz a verdade na sua cara, mesmo quando você prefere viver na mentira.

e há algo quase mágico que acontece quando você coloca os fones de ouvido e aperta o play. é como se o mundo à sua volta mudasse de cor, de tom. de repente, as pessoas nas ruas parecem personagens de uma história que você está criando enquanto caminha. aquele dia comum, cinza, ganha uma trilha sonora que faz tudo parecer um pouco mais leve… ou incrivelmente intenso. a música não só mexe com você, mas distorce a realidade ao seu redor. até os passos dos pedestres, o farfalhar das árvores ou o barulho do trânsito parecem entrar em sincronia com o ritmo da batida nos seus ouvidos. é como se, por alguns minutos, você controlasse o cenário, mesmo sem ter controle sobre nada.

a música que você ouvia aos 17 anos, aquela que você achou que tinha deixado pra trás, volta pra te assombrar. não importa se já se passaram décadas. ela ressurge, te joga de volta para a época em que a vida era uma bagunça gloriosa e você achava que sabia tudo. spoiler: você não sabia nada, e provavelmente ainda não sabe. mas, de alguma forma, a música se torna a âncora que te prende a uma versão de você mesmo que, embora distante, ainda existe em algum canto do seu subconsciente.

e quer saber a maior piada disso tudo? a gente se convence de que tem algum controle sobre o que ouve. você pensa que escolhe suas músicas de acordo com o seu gosto, mas a verdade é que a música é quem escolhe você. e, muitas vezes, é aquela faixa brega que toca no rádio enquanto você está preso no trânsito que acaba ficando grudada na sua cabeça o resto do dia. porque é isso que a música faz: ela encontra um jeito de se infiltrar, mesmo nas situações mais ordinárias, e te marca. você não pediu por isso, mas, de repente, lá está você cantarolando uma música que jamais escolheria voluntariamente.

no fundo, a música é anárquica, descontrolada, e por isso ela é uma das poucas coisas na vida que ainda conseguem te fazer sentir algo genuíno. ela não segue regras, não respeita horários, e certamente não se importa com sua necessidade de ordem. enquanto tudo ao nosso redor é uma tentativa patética de colocar as coisas no eixo, de planejar o próximo passo, a música é a prova viva de que a vida — assim como ela — não pode ser domada.

e o mais provocador de tudo? a música é o lembrete constante de que, por mais que você tente, você não está no controle. e quer saber? talvez seja melhor assim.

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2024

quem você é sem seu crachá?

vamos falar sobre isso: o crachá. esse pequeno pedaço de plástico que as pessoas carregam com tanto orgulho, como se fosse uma medalha de honra, um distintivo de quem elas são. é quase patético, pra ser honesto. você não é seu crachá, mas muita gente se ancora nele como se fosse o único sinal de relevância que têm. o nome da empresa estampado ao lado de um cargo pomposo é o que parece dar sentido à vida de muita gente. mas me diz, o que acontece quando você tira o crachá? quando você sai daquele escritório e é só você, sem títulos, sem cargos, sem o peso daquele nome corporativo?

no mundo de hoje, o crachá virou uma espécie de passaporte para o valor pessoal. se você não tem um cargo de chefia ou uma empresa famosa estampada ali, parece que você não tem peso. e isso é simplesmente ridículo. você realmente acha que um título te define? que o fato de você ser gerente, diretor, ou sei lá o quê, é o que determina quem você é no fundo? é essa a medida de sucesso que você decidiu abraçar? porque, se for, preciso te dizer: você está jogando um jogo que, no final, você vai perder. títulos vêm e vão. empresas contratam e demitem. e aí, quando tudo isso acabar, quem é você sem o seu crachá?

a sociedade se agarrou tanto à ideia de que o trabalho é a única coisa que define nosso valor que esquecemos o básico: quem somos além disso? quais são os seus valores? o que você realmente acredita? ou será que você só sabe repetir a missão e os valores da empresa que você trabalha, como se fossem seus? spoiler: não são. o crachá, o cargo, o status… isso tudo é temporário. o que você faz quando essa ilusão desmorona? você consegue se reconhecer no espelho, ou você é só uma extensão da empresa para a qual trabalha?

olha, não me leve a mal. trabalhar é importante, claro. ter uma carreira, crescer, conquistar — isso tudo tem valor. mas se o único valor que você se enxerga está atrelado ao seu crachá, você está vivendo uma vida limitada. uma vida onde sua identidade é terceirizada para um sistema que, no fim, vai te trocar por alguém mais jovem, mais barato, ou simplesmente porque é hora de “reestruturar.” então, por que diabos você está ancorando sua existência nisso?

as pessoas hoje em dia têm essa obsessão por status, por parecer que têm tudo sob controle. se seu cargo é grande, você deve ser importante, certo? errado. ser importante é saber quem você é quando ninguém está olhando. é ter princípios que vão além de um escritório ou de um cheque de pagamento. mas parece que estamos todos hipnotizados por essa corrida por reconhecimento profissional, como se nossa única medida de sucesso fosse o que está impresso naquele maldito crachá.

o mundo é passageiro, e cargos são ainda mais. o que vai restar no final do dia é quem você foi enquanto existiu nesse planeta. e isso, meu caro, não vai estar escrito em nenhum cartão de identificação. então, antes de se agarrar tanto ao seu crachá como se ele fosse a única coisa que te faz relevante, talvez seja hora de se perguntar: quem você é de verdade, sem ele?

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2024

meditar

meditação mudou minha vida, mas não da forma transcendental e zen que as pessoas adoram pregar. você sabe, aquela imagem perfeita de alguém sentado em posição de lótus, olhos fechados, sorriso sereno, como se tivesse alcançado uma paz interior imbatível. nada disso. na verdade, meditação me transformou por pura necessidade — quando você se sente prestes a explodir com a insanidade do mundo moderno, qualquer método de sobrevivência vira uma boia salva-vidas.

a grande piada é que eu sempre achei meditação uma bobagem. a ideia de “esvaziar a mente”? ridícula. minha mente, assim como a sua, não para nem por um segundo. quem é que tem tempo para isso? é um clichê moderno, tipo aquela coisa do “autocuidado”, que no fundo serve mais para te vender um incenso de lavanda ou um app de meditação pago do que para realmente mudar alguma coisa. mas, ironicamente, eu cheguei num ponto em que precisava parar de surtar com as pequenas coisas — porque as pequenas coisas viram grandes coisas quando você está sempre em modo de ataque. então, eu cedi.

comecei devagar, sem expectativas. e sabe qual é o lance? meditação não é sobre ficar zen e flutuar acima dos seus problemas. é sobre lidar com o caos interno. é você sentando e admitindo que sua mente é um circo descontrolado, com palhaços jogando bolas de preocupação, ansiedade e raiva para todos os lados. e aí você assiste esse show de horrores sem tentar consertar nada. parece masoquismo, mas, no final, é libertador. você para de lutar contra a enxurrada de pensamentos e, estranhamente, começa a encontrar clareza no meio da confusão.

e aí, com o tempo, você percebe que está lidando melhor com a vida. não porque magicamente resolveu tudo, mas porque aprendeu a não ser arrastado por cada tempestade mental. as coisas ainda te irritam, claro, mas de um jeito diferente. é quase como se você estivesse de pé, do lado de fora, olhando sua própria reação e pensando: “isso realmente vale a pena?” a maioria das vezes, a resposta é não.

não vou fingir que agora sou um guru iluminado, livre de preocupações mundanas. a verdade é que ainda fico puto com um monte de coisa, e provavelmente sempre ficarei. mas a diferença é que agora eu consigo dar um passo para trás. eu vejo o absurdo na minha própria raiva, no meu próprio drama. e isso, meu amigo, é uma mudança gigantesca.

então, sim, meditação mudou minha vida. mas não daquele jeito calmo e fofinho que você vê nos comerciais de app de mindfulness. mudou porque, no final das contas, me deu a capacidade de ver a bagunça que sou — e não enlouquecer por causa disso.

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2024

estilo

meu estilo não tem nada a ver com moda ou com o que o resto do mundo acha que está “em alta”. se todo mundo está usando, é um bom indicativo de que eu vou fazer o oposto. e não é porque eu quero ser diferente, é porque eu simplesmente não ligo para essa necessidade desesperada de aprovação coletiva. moda é a maneira mais rápida de se diluir na massa. todo mundo tentando ser relevante, mas o que acaba acontecendo? você vira só mais uma pessoa, invisível entre outras.

as pessoas têm essa mania de seguir tendências, achando que isso vai lhes dar algum tipo de valor. como se o último corte de cabelo ou o novo tênis te fizesse de repente mais interessante. desculpa, mas você não vai se encontrar em uma prateleira de loja. se seu estilo depende do que outra pessoa decidiu que está “na moda”, você não tem estilo, você tem uma assinatura de tendências temporárias.

ser autêntico hoje em dia virou um ato de resistência. e não falo só de roupa, falo de como você vive sua vida. seguir o que faz sentido pra você, mesmo que o mundo todo esteja indo na direção contrária, é libertador. não tem a ver com rebeldia ou querer ser “diferentão”, tem a ver com integridade. quem você é, no fundo, não precisa de aprovação, muito menos de um selo de “tendência aprovada”.

a real é que seguir tendências não te faz ser cool, te faz ser previsível. o mundo pode tentar te empurrar essa ideia de que você precisa de algo externo pra se definir. mas vou te dizer uma coisa: estilo não tem a ver com o que você veste ou compra. tem a ver com atitude. com saber o que você quer e não estar nem aí se isso está no radar dos outros.

enquanto o resto do mundo tá preso nesse ciclo de consumo desenfreado, eu fico aqui, na minha, escolhendo o que realmente importa pra mim. e sabe de uma coisa? não trocaria isso por nenhuma tendência passageira.

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2024

eu não tenho pauta

eu não tenho uma pauta, não estou aqui com uma agenda escondida. não sou desses que precisa empurrar uma causa, uma narrativa perfeita. o que eu tenho é um ponto de vista — e, convenhamos, ele muda o tempo inteiro. porque se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que quanto mais você aprende, mais percebe o quanto estava errado antes. mas parece que, para muita gente, admitir isso é pedir demais.

e o mais engraçado? quem vive preso a uma pauta, como se fosse um dogma, acha que isso é força, acha que isso é coerência. como se segurar firme em uma ideia, mesmo quando o mundo ao seu redor está desmoronando, fosse alguma espécie de virtude. se você ainda não percebeu, coerência em excesso é teimosia disfarçada. é medo de parecer vulnerável. é medo de admitir que o mundo é um lugar muito mais caótico do que a sua mente controladora consegue processar.

a vida não espera você decidir se vai segurar sua bandeira ou mudar de opinião. ela simplesmente acontece. e enquanto muita gente está por aí gritando suas pautas, eu prefiro observar. prefiro ouvir. prefiro mudar de ideia quando faz sentido. porque, no fundo, é a flexibilidade que salva você de se afundar em suas próprias certezas.

a ironia é que as pessoas que mais pregam a importância de ter uma “pauta” são, geralmente, as que menos conseguem lidar com a complexidade da realidade. elas acham que ter um ponto de vista fixo as protege da bagunça. mas a verdade? a bagunça vai engolir você, não importa quantas pautas você defenda. e enquanto isso, eu estou aqui, mudando, evoluindo, admitindo que não sei de tudo — e isso me faz muito mais forte do que quem vive preso a uma ideia ultrapassada.

no fim do dia, as pessoas que insistem em ter uma pauta, uma agenda fixa, só estão tentando se convencer de que têm controle. e a maior piada é essa: controle é uma ilusão. então, se você tá aí, segurando firme sua pauta como se ela fosse te salvar de alguma coisa, boa sorte. eu prefiro a liberdade de me contradizer, de aprender com o caos, de não ter todas as respostas — e, honestamente, de ser muito mais interessante por causa disso.

meu ponto de vista? ele muda a cada segundo, e, se você não tá disposto a fazer o mesmo, talvez o problema não seja a falta de coerência dos outros. talvez o problema seja sua incapacidade de sair da bolha onde você mesmo se trancou.

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2024

here and now

tatuei here and now no meu pulso porque, sejamos honestos, a gente vive perdendo tempo. não estou falando só do futuro, aquela ilusão de “quando eu tiver tudo resolvido, aí sim vou viver”. estou falando também do passado – aquela bagunça nostálgica que a gente gosta de reviver, como se pudesse corrigir erros ou, quem sabe, fazer as coisas de outro jeito se voltássemos no tempo. spoiler: você não vai.

o passado é bagunçado, cheio de arrependimentos, erros, e, se forçar a barra, até algumas boas memórias. mas o que as pessoas esquecem é que o presente é igualmente bagunçado, só que com uma diferença crucial: ele é o único lugar onde você pode fazer alguma coisa. o que aconteceu já foi, e o que vem depois… bem, boa sorte tentando prever. você pode ficar planejando e imaginando como tudo vai se desenrolar, mas a realidade vai te dar um tapa na cara quando menos espera.

esse here and now no pulso é um lembrete pra mim mesmo, porque sou tão bom quanto qualquer outro em me distrair com tudo, menos o momento atual. a gente adora esse conceito de viver no presente, mas na prática? estamos sempre pensando em como consertar o que já passou ou em como vamos melhorar o que vem depois. e no meio disso tudo, o agora – que é onde a vida realmente acontece – passa despercebido.

e é por isso que a tatuagem está lá: pra me lembrar que essa busca incessante por perfeição, por “consertar o passado” ou “controlar o futuro”, é uma piada cósmica. a vida é um caos contínuo, sem aviso prévio e sem roteiro. o passado é confuso e o futuro é incerto, mas o presente? o presente é a única coisa que você pode realmente experimentar. se não parar pra prestar atenção, vai acabar desperdiçando a única coisa que tem, enquanto tenta resolver as coisas que já foram ou que nem chegaram.

então, toda vez que eu olho para o meu pulso, é um lembrete brutal de que a vida não vai esperar eu estar pronto. o passado está feito, o futuro é uma incógnita, e o here and now? bem, é melhor você se ligar nele antes que ele também vire só mais uma memória bagunçada.

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2024

meu manifesto para as mulheres

para todas vocês que, em algum momento, ouviram que deviam “se conter”, “ser mais sutis” ou simplesmente “não incomodar”. vamos deixar uma coisa clara: o problema nunca foi você. o problema é que o mundo não está acostumado a mulheres que não pedem permissão, que não abaixam a cabeça e que, acima de tudo, sabem o valor que têm. e isso? isso incomoda. porque, sejamos honestos, o que mais aterroriza essa sociedade é uma mulher que não precisa de validação alheia para ser quem é.

eles sempre vão tentar te diminuir, te convencer de que você é “intensa demais”, que deveria falar mais baixo, sentar mais direita, ser “mais delicada”. e por quê? porque é conveniente para eles. porque uma mulher que toma o controle, que lidera com firmeza e que sabe o que quer, é uma ameaça direta a todo o sistema que foi montado para manter as coisas do jeito que são. mas aqui vai o segredo: você não precisa jogar esse jogo.

quem foi que disse que você precisa seguir essas regras? que o caminho para o sucesso tem que ser o deles? na verdade, as regras foram feitas para ser quebradas. e você está aqui para isso. porque, enquanto eles gastam horas tentando te encaixar em um molde, você já está redefinindo tudo. e isso não é só sobre o seu sucesso pessoal. é sobre abrir portas para todas as outras que vêm depois. porque quando uma mulher vence, ela não vence sozinha. ela puxa todo um exército com ela.

vamos falar sobre liderança, então? não é sobre ser a chefe mais simpática, a mais “aceitável” aos olhos dos outros. é sobre ter visão, coragem e força de caráter para tomar decisões difíceis e, sim, impopulares. e o que você faz com isso? você avança. porque, no final, o que realmente importa é a habilidade de se manter fiel a si mesma, independentemente do que o resto do mundo acha.

então, aqui está: não peça desculpas. não se minimize. e definitivamente, definitivamente, não abaixe o tom de voz. se ser forte, determinada e implacável é o que vai te levar aonde você quer, então seja tudo isso. e mais. porque, enquanto eles ainda estão tentando entender como lidar com sua força, você já estará longe – quebrando padrões, desafiando expectativas, e deixando o mundo um lugar muito mais interessante para todos nós.