
conselhos para o eu mais jovem? tá brincando? acho que todo mundo, em algum momento, já pensou no que diria pro seu eu mais novo, como se pudéssemos voltar no tempo e dar aquele “toque de mestre”. mas aí, quando você pensa de verdade, percebe: qual é o sentido? o que eu falaria pro meu eu jovem? “não faça isso, faça aquilo”? vai mesmo me ouvir? duvido. e, se eu tivesse me escutado, quem eu seria hoje? provavelmente alguém bem menos interessante, alguém que jogou sempre no seguro e evitou tropeços.
então, ao invés de ficar aí pensando no que poderia ter sido, eu diria o seguinte: faz as cagadas que você tem que fazer. se joga. erra feio. porque, meu amigo, é assim que você vai aprender alguma coisa nessa vida. só não espere que vá ser fácil ou bonito. porque não vai.
e quanto ao meu filho, que ainda é pequeno? bom, não vou querer criar um robô programado para o sucesso. não quero que ele tenha uma lista de dicas prontas, porque ninguém ensina a vida lendo manual de instrução. o que eu diria a ele é pra ser curioso, pra questionar tudo, e pra não acreditar em qualquer baboseira que lhe vendem por aí. quero que ele entenda que a vida é feita de nuance, de contradições, de escolhas erradas e, muitas vezes, de um desconforto que ninguém te prepara pra enfrentar.
quero que ele saiba que ele vai fracassar. e não tem nada de errado nisso. fracassar é uma parte do processo. a parte mais real. o que importa é como ele vai reagir quando o fracasso vier bater na porta. porque vir, vai. quero que ele aprenda a levantar, sacudir a poeira e seguir em frente sem ficar remoendo o que deu errado.
e, acima de tudo, quero que ele tenha coragem de ser ele mesmo. porque, no final das contas, o maior erro que qualquer um de nós pode cometer é tentar ser o que os outros esperam.








