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2024

adivinhações

ah, as decisões cruciais da vida. aquelas que a gente é forçado a tomar no escuro, tropeçando nos próprios pés e torcendo para que, de alguma forma milagrosa, tudo dê certo. mas a verdade é que a vida adora pregar peças e exigir de nós um nível de sabedoria que, sejamos honestos, ninguém possui. a ironia é que, quando essas encruzilhadas surgem, raramente estamos equipados com o que realmente importa: informação de verdade. a gente até se ilude, busca conselhos, lê uns textos aleatórios na internet, assiste a vídeos de gente que se acha guru… mas, no fim das contas, é como montar um quebra-cabeça no escuro.

é quase como se a vida quisesse nos ver falhar, dar aquela risadinha cínica, enquanto a gente tropeça e cai de cara no chão. você se depara com essas escolhas, na maior parte das vezes, quando está vulnerável, com pressa ou simplesmente sem a mínima ideia do que fazer. e aí você escolhe – com base na intuição, na esperança, ou até no puro medo de ficar parado. e depois, bem, depois você fica anos pensando se foi o melhor caminho, se aquela escolha idiota foi o que estragou tudo ou se, na real, o erro foi nunca ter ousado mais.

mas é isso, não? a vida é um jogo de adivinhações mal-intencionado, onde a gente tem que decidir de estômago embrulhado, sem mapa, e fingir que entende alguma coisa. a verdade é que ninguém sabe porra nenhuma. e, de certa forma, isso é até um consolo. no final das contas, somos todos palhaços dançando nesse circo, tomando decisões estúpidas, sem a menor garantia de que vai dar certo. só que fingimos que está tudo bem. porque, no fundo, o que resta é o espetáculo de seguir em frente, sem olhar muito para trás, e rir do absurdo de tudo isso.